Porque não utilizar um plano de negócio para criar uma startup?

Ontem (22/10/2013) iniciou em Florianópolis o Next, um evento com base do Google e orientado pela metodologia de Steve Blank, o Customer Development.

Porque não utilizar um plano de negócio para criar uma startup?

POR CAROLINA SONDA - Receba as novidades do blog aqui.
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Através de sua metodologia, Blank orienta como lidar com a criação de uma startup e descreve o porque, ao contrário do conselho dado nos últimos 20 anos, é completamente errado iniciar esse processo com a construção de um plano de negócios.

Startups não são pequenas versões de grandes empresas

Muitos acreditam que uma startup é simplesmente uma empresa em tamanho reduzido no início de suas atividades e dessa forma acreditam que tudo que se aplica a grandes empresas, como os processos e ferramentas aprendidos em MBA, podem ser igualmente aplicados em uma startup. Porém, não é bem assim. Uma startup vive em um ambiente de grande incerteza e seu principal objetivo é o aprendizado e a procura por um modelo de negócios repetível e escalável, encontrar o Product/Market fit.

Enquanto as startups se baseiam na busca e aprendizado, após já ter encontrado o seu product/market fit, uma grande empresa tem o foco na execução do seu modelo de negócios. Dessa forma, startups tem objetivos diferentes de empresas consolidadas e não devem ser guiadas por modelos pensados para orientar a execução de negócios.

Nenhum plano de negócio sobrevive ao primeiro contato com os consumidores

Acreditava-se que qualquer negócio “magicamente” funcionaria se se iniciasse com um elaborado e bem pesquisado planejamento financeiro e de ações, o famoso plano de negócio. Segundo Steve Blank o primeiro ano em um startup é completamente imprevísivel e não há como se prever qualquer tipo de ação, resultado e acontecimento em um plano de 5 anos. Isto não significa que não se deve haver nenhum planejamento, que não se deve nunca fazer um plano de negócio, mas o que Blank sugere é executar um planejamento antes de desenvolver um plano.

O intuito é organizar as ideias fora da cabeça e converter as hipóteses em fatos através do contato direto com o usuário de seu produto e compreensão de seus problemas e necessidades. Primeiramente, descrever um modelo de negócio a partir de hipóteses e após encontrar o modelo ideal, desenvolver um plano operacional e financeiro.

Grande parte das startups falham por falta de clientes e não por falha no seu produto

No modelo de desenvolvimento de produto e no modelo de desenvolvimento de software em cascata o primeiro contato e feedback do cliente só vem após muito trabalho já nos momento finais do projeto com o produto praticamente pronto. Isso acarreta que as necessidades e problemas do usuário já são conhecidas ao início do desenvolvimento e no contexto das startups nesse momento inicial tudo é apenas hipótese.

Através do desenvolvimento focado no usuário e com constantes ciclos de iteração e aprendizado junto ao consumidor que o software e suas funcionalidades tem maior probabilidade de atenderem as demandas e desejos do usuário. Mais importante do que um plano longo de desenvolvimento de seu produto é a compreensão do seu cliente e suas reais necessidades para garantir um encaixe num mercado potencial.

Saiba mais sobre como criar uma startup

Para quem quiser aprender mais sobre como criar uma startup, Steve Blank oferece um curso gratuito através de vários pequenos videos, muito interessantes e didáticos na plataforma Udacity. Vale a pena conferir!

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Em nosso post  Primeiros passos na startup falamos como o processo de validação pode ser um diferencial para o sucesso das startups frente ao processo de desenvolvimento de produto tradicional.

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Até próxima!

Carolina-Sonda

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Designer por formação, design thinker e estrategista por paixão; é fascinada por desvendar problemas complexos através de um mindset de inovação. G+