Mas afinal, o que é uma startup?

“A startup is a company designed to grow fast.” Paul Graham

O que é uma startup?

Na semana passada, o Sebrae SC divulgou a abertura das inscrições para o segundo programa de capacitação Startup SC. Em breve, teremos os resultados das empresas selecionadas para o Startup Brasil, programa criado pelo governo brasileiro para investir e apoiar Startups, destinando R$ 40 milhões ate 2014. E por volta de um mês atrás, o Senado aprovou um projeto de isenção de impostos para startups. Como podem notar as Startups tem sido alvo de projetos do governo e de orgão de fomento do empreendedorismo.

O termo Startup se tornou vocabulário básico em pautas de inovação, negócios e empreendedorismo. Mas a pergunta que fica para muitos ainda é básica: afinal, o que é uma startup?

Em um primeiro momento, influenciados pelo seu significado literal do inglês, muitas pessoas entendem Startup como uma empresa recém fundada. Porém, iniciar uma Startup não é como abrir uma lanchonete ou uma livraria. Ambas, não são consideradas como Startups somente por estarem em seu estágio inicial.

A caracterização exata de seu significado não é universal, entretanto, são diversos os pontos em comum que conectam as caracterizações. A partir das definições da ABS – Associação Brasileira de Startups, do Sebrae, da Exame e de um projeto de Lei do Senado voltado à área, podemos entender uma Startup como:

Uma empresa em estágio inicial, normalmente da área de tecnologia, que oferta produtos e/ou serviços inovadores com alto potencial de lucratividade gerado a partir de um modelo de negócios repetível e escalável em um mercado caracterizado pela incerteza.

Para entender melhor:

  • Um modelo de negócios é como a empresa gera valor para os seus clientes e o mercado. Ou seja, é como ela transforma o seu trabalho em dinheiro.
  • Ser repetível implica em ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada. Podendo-se vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponível independente da demanda.
  • Ser escalável é o principal diferencial para o alto potencial de lucratividade. Significa poder crescer bastante e de forma rápida sem influenciar no modelo de negócios. Podendo aumentar a receita rapidamente e manter os custos estáveis ou em crescimento lento.
  • Um mercado incerto se demonstra quando se trabalha com ideias inovadoras que possuem modelos de negócio ainda não utilizados ou testados no mercado.

De onde surgiu o termo?

O princípio de tudo se deu na chamada bolha da Internet, no final dos anos 90. Naquele período, uma explosão de empresas de tecnologia da informação e comunicação baseadas na Internet, também chamadas de “ponto com”, surgiram no Vale do Silício, uma região da Califórnia, Estados Unidos. O termo Startup começou a ser utilizado para as definirem, empresas com ideias inovadoras e muito promissoras.

Exemplos de empresas que surgiram deste momento, são: Google, Amazon, Yahoo!, entre outras.

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Porque uma startup?

As startups oferecem, com frequência, propostas de valor inovadoras, em particular, nos ramos de alta tecnologia. E seus produtos e serviços são chaves para o fomento do domínia das altas tecnologias e da inovação em um país que repetidas vezes figura nas últimas posições nos rankings internacionais de competitividade. Empresas inovadoras geram fortes externalidades, contribuindo para a inovação em outros setores da economia também.

Segundo a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), publicada no Brasil pelo Sebrae, a taxa de empreendedorismo da população adulta brasileira atualmente é de 40%, contra 20% de dez anos atrás, o que sinaliza uma mudança da cultura de busca por emprego para busca do negócio próprio. Atualmente, 70% dos empreendimentos no Brasil são criados por oportunidade, e não mais por necessidade (quando o indivíduo perdia o trabalho fixo e, sem perspectiva de recolocação, abria sua empresa). Em 2002, esse índice era de 42%.

Atualmente, o setor de software movimenta a impressionante cifra de 75 bilhões de reais, ou 2% do PIB, e conta com mais de 73 mil empresas. Evidentemente, um setor com grande vigor econômico.

“O Brasil não pode pensar em ser uma das maiores economias do mundo sem passar pela economia do conhecimento, o que inclui as startups de tecnologia da informação”, afirma Rafael Moreira, coordenador geral de software e serviços de TI do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Fontes:

Revista Galileu | Exame  | Abstartups | Sebrae | Senado | Startupi

Ilustração por: Bratislav Milenkovic

 

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Em nosso post  Primeiros passos na startup falamos como o processo de validação pode ser um diferencial para o sucesso das startups frente ao processo de desenvolvimento de produto tradicional.

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Até próxima!

Carolina-Sonda

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Designer por formação, design thinker e estrategista por paixão; é fascinada por desvendar problemas complexos através de um mindset de inovação. G+